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    Radio Rap "A voz do movimento HipHop"



    February 22, 2005

    Salve!

    Em: Fala Manu! — eChe @ 03:49 PM
    ProfeChe por P.eChe


            Nascido e criado no lado leste do ABC, na quebrada do Inocoop em Santo André, perto da favela do Jardim Elba, vim de uma família de classe baixa. Meu pai se aposentou depois de muito trabalho suado, minha mãe é catequista na comunidade e todos nós somos ativistas por aqui.
            Minha família nunca levou uma vida luxuosa, muito pelo contrário. O dinheiro sempre foi contado, por exemplo, uma barra de chocolate no supermercado era ostentar demais.
     Moramos em casa própria (comprada naquele famoso BNH - financiamento do governo). Ainda bem que íamos pro litoral visitar meus avós, assim podia relaxar com meus amigos praianos. A gente não tava na gozolândia, mas minha mãe me colocou na natação e me deu um violão... Enfim, sobrevivemos na maior dureza, mas com o mínimo de conforto.
            Comecei estudando numa escola da prefeitura, depois meu pai me colocou na Escola Adventista. A grana tava curta e fui pro Aristides Greve, um colégio estadual da vila, onde todos os meus amigos estudavam e dividiam várias cenas comigo. (Tempo bão...)
            No Ensino Médio, antigo colegial, me formei Técnico Eletrônica no Clóvis Bevilácqua.
            Adoro tecnologia e procuro me atualizar sempre. Acho que vem daí o gosto pela música com batidas eletrônicas e mixagens.
            Sempre fiz um corre e tive a oportunidade de prestar vestibular para a Faculdade de Tecnologia Digital, onde adquiri conhecimentos mais específicos.
            Estou certo de que a tecnologia dá muitas oportunidades de acesso a informações e traz progresso para qualquer comunidade.
            Eu sou um guerreiro, já que fazer faculdade não foi fácil, ainda mais porque eu trabalhava na Praça da Árvore e não tinha carro. Pegar duas horas e meia de condução para ir pra São Paulo é dose, mas eu não tinha escolha, pegava o busão até a estação de trêm de Utinga, onde muitas vezes pulava porque não tinha uma moeda. Na Luz embarcava no metrô.
     Depois de algum tempo comecei a viajar a serviço e quase parei meus estudos.
     Depois de dois anos de sofrimento, recebi uma proposta de emprego de uma empresa estadosunidense, onde comecei a trabalhar como operador.
            Era muito sofrido, fazia escalas torturantes e muitas vezes na madruga.
     Fui convidado para lecionar aulas no Clóvis e só quando consegui organizar meus horários aceitei o convite.
     Tenho também outras atividades não remuneradas, organizo eventos de Hip Hop, participo de debates e palestras em escolas e centros culturais, ajudo a divulgar os trabalhos da rapaziada do RAP brasileiro e acompanho algumas ONG's dando suporte sempre que posso.
            Ainda com muita vontade de aprender e depois poder dividir um pouco dos meus conhecimentos, fico contente em poder mostrar a história da vida de um Guerreiro que com muita luta fez e fará um corre sempre.
     Nos meus estudos, aprendi a ser crítico, consciente e responsável. No trabalho, conheci muitos problemas e alguns projetos bacanas também, vivenciei iniciativas que mudaram a vida das pessoas. Com o Hip Hop, aprendo a ser cada vez mais ligeiro, irmão e persistente, trabalhando em prol da comunidade para crescermos juntos.

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    1 Salve ou Crítica»

    1. Salve, e ai rapa a fita é a seguinte, passei nesse site pra parabenizar todos que hoje se encontram no movimento RAP, pra quem nao curt muito o rap fala a realidade a nossa realidade a dos mais fraco que nao tem um espaço garantido na sociedade, muitas vezes por causa do preconceito de raça, cor, classe social... mais na vida só deus pode julgar né não
      Sem mais meu salve esta dado por todos aqueles que querem se expressar e nao conseguem
      é nois...

      by Tayna_ — March 01, 2006 @ 07:07 PM

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